Nutrição

Proteína para Corredores: Quanta Precisas e Quando Consumir

Quando se trata de alimentação para corredores, a proteína é frequentemente subestimada. Embora o carboidrato seja a principal fonte de energia para os corredores, a proteína desempenha um papel cruci…

Rui Cardoso18 de julho de 20264 min de leituraNutrição0 visualizações

Quando se trata de alimentação para corredores, a proteína é frequentemente subestimada. Embora o carboidrato seja a principal fonte de energia para os corredores, a proteína desempenha um papel crucial na recuperação muscular e no crescimento muscular. A proteína é composta por aminoácidos, que são os blocos de construção dos músculos. Durante o treino intenso, os músculos podem sofrer danos, o que pode levar à perda de força e desempenho. A proteína ajuda a reparar e reconstruir os músculos, o que é fundamental para a recuperação e o crescimento muscular.

Além disso, a proteína também é importante para a manutenção dos níveis de energia. Quando não há suficiente proteína no organismo, o corpo pode começar a quebrar os músculos para obter energia, o que pode levar a uma perda de força e desempenho. Isso é conhecido como catabolismo muscular. Portanto, é importante consumir suficiente proteína para evitar o catabolismo muscular e garantir a recuperação e o crescimento muscular.

Base Científica

A proteína é composta por aminoácidos, que são classificados em essenciais e não essenciais. Os aminoácidos essenciais não podem ser produzidos pelo corpo e devem ser obtidos através da alimentação. Os corredores precisam consumir pelo menos 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilograma de peso corporal por dia para manter os níveis de energia e evitar o catabolismo muscular (Jeukendrup, 2014). Isso significa que um corredor de 60 kg precisa consumir pelo menos 72 a 96 gramas de proteína por dia.

A melhor fonte de proteína para corredores é a proteína animal, como o leite, o queijo, o frango e o peixe. Essas fontes de proteína são ricas em aminoácidos essenciais e também fornecem outros nutrientes importantes, como cálcio e ferro. Além disso, as fontes de proteína animal são geralmente mais fácil de digerir do que as fontes de proteína vegetal.

Aplicação Prática

Aqui estão algumas dicas práticas para incorporar mais proteína na dieta dos corredores:

  • Consuma 20-30 gramas de proteína após o treino intenso para ajudar a recuperação muscular.
  • Inclua fontes de proteína animal em cada refeição, como o leite, o queijo, o frango e o peixe.
  • Experimente diferentes fontes de proteína, como o tofu e as nozes, para variar a dieta.
  • Não esqueça de beber suficiente água para ajudar a digestão da proteína.

Por exemplo, um corredor pode consumir 30 gramas de proteína após um treino intenso, seguido de 20 gramas de proteína em cada refeição ao longo do dia. Isso pode incluir:

  • 30 gramas de proteína em um shake de proteína após o treino intenso
  • 20 gramas de proteína em um prato de frango grelhado para almoço
  • 20 gramas de proteína em um prato de salmão grelhado para jantar

Erros Comuns

Aqui estão alguns erros comuns que os corredores cometem ao consumir proteína:

  • Consumir demais de proteína: Isso pode causar problemas de saúde, como diabetes e doenças cardíacas.
  • Consumir proteína em excesso após o treino intenso: Isso pode causar problemas de digestão e vômitos.
  • Esquecer de beber suficiente água: Isso pode causar problemas de digestão e constipação.

Protocolo/Conclusão

Em resumo, a proteína é uma fonte importante de energia e nutrientes para os corredores. É importante consumir pelo menos 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilograma de peso corporal por dia para manter os níveis de energia e evitar o catabolismo muscular. A melhor fonte de proteína para corredores é a proteína animal, e é importante incluir fontes de proteína em cada refeição. Além disso, é fundamental beber suficiente água para ajudar a digestão da proteína.

Referências Científicas

  • Jeukendrup, A. E. (2014). A step towards personalized sports nutrition: carbohydrate intake during exercise. Sports Medicine, 44(Suppl 1), 25-33. https://doi.org/10.1007/s40279-014-0148-z
  • Burke, L. M., Hawley, J. A., Wong, S. H., & Jeukendrup, A. E. (2011). Carbohydrates for training and competition. Journal of Sports Sciences, 29(sup1), S17-S27. https://doi.org/10.1080/02640414.2011.585473
  • Thomas, D. T., Erdman, K. A., & Burke, L. M. (2016). American College of Sports Medicine Joint Position Statement: Nutrition and Athletic Performance. Medicine & Science in Sports & Exercise, 48(3), 543-568. https://doi.org/10.1249/MSS.0000000000000852
  • Maughan, R. J., & Shirreffs, S. M. (2010). Dehydration and rehydration in competitive sport. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20(s3), 40-47. https://doi.org/10.1111/j.1600-0838.2010.01207.x

Newsletter

Mais artigos como este.

Ciência do treino direto no teu email — grátis, sem spam, cancela quando quiseres.

  • 3 artigos científicos por semana, em resumo
  • Estudos e novidades antes de saírem no site
  • Zero spam — cancela com um clique