Trail Running

Desnível Equivalente: Como Planear o Pace em Trail Running

O trail running é um tipo de corrida que se desenrola em terrenos irregulares, exigindo uma combinação de força, agilidade e resistência. Para alcançar o sucesso nessa modalidade, é fundamental entend…

Rui Cardoso16 de agosto de 20264 min de leituraTrail Running0 visualizações

O trail running é um tipo de corrida que se desenrola em terrenos irregulares, exigindo uma combinação de força, agilidade e resistência. Para alcançar o sucesso nessa modalidade, é fundamental entender como planear o pace de forma eficaz, minimizando o impacto do desnível no desempenho. O conceito de desnível equivalente (DE) é uma ferramenta valiosa para ajudar os atletas a entender como o terreno afeta a sua performance.

O DE é uma medida que leva em consideração a inclinação do terreno e a distância percorrida em condições de subida ou descida. Ao calcular o DE, é possível determinar o que o atleta está "realmente" a correr, em termos de energia gasta e desempenho. Por exemplo, se um atleta estiver a correr uma subida com uma inclinação de 10% em uma distância de 100 metros, o DE pode ser calculado como 1,1 vezes a distância percorrida em nível (111 metros). Isso significa que o atleta está a correr uma distância de 111 metros em condições de subida.

O conhecimento do DE é fundamental para planear o pace de forma eficaz no trail running. Ao calcular o DE, os atletas podem ajustar sua estratégia de corrida para maximizar o seu desempenho e minimizar o impacto do desnível. Neste artigo, vamos explorar como calcular o DE e como planear o pace com base nessa medida.

Base Científica

A ideia de DE é baseada na teoria da energia cinética e potencial. Quando um atleta está a correr em nível, a energia cinética (EC) é igual à energia potencial (EP). No entanto, quando o atleta está a correr em terrenos irregulares, a energia cinética e a energia potencial mudam significativamente. Em subidas, a energia potencial aumenta, enquanto a energia cinética diminui, e vice-versa em descidas.

Essa mudança na energia cinética e potencial é influenciada pela inclinação do terreno e a distância percorrida em condições de subida ou descida. Ao calcular o DE, é possível determinar a energia cinética e potencial efetivas na corrida, o que ajuda a entender como o terreno afeta a performance do atleta.

Aplicação Prática

Para calcular o DE, é necessário conhecer a inclinação do terreno e a distância percorrida em condições de subida ou descida. A fórmula para calcular o DE é:

DE = (1 + (sin(ângulo de inclinação) x distância percorrida em condições de subida ou descida)) x 100

Por exemplo, se um atleta estiver a correr uma subida com uma inclinação de 10% em uma distância de 100 metros, o DE seria:

DE = (1 + (sin(10%) x 100)) x 100 = 111%

Isso significa que o atleta está a correr uma distância de 111 metros em condições de subida.

Ao calcular o DE, os atletas podem ajustar sua estratégia de corrida para maximizar o seu desempenho e minimizar o impacto do desnível. Por exemplo, se um atleta estiver a correr uma subida com um DE de 120%, pode ajustar sua velocidade e ritmo para evitar gastar excessiva energia.

Erros Comuns

Um dos erros comuns que os atletas cometem ao planear o pace no trail running é não considerar o DE. Isso pode levar a uma sobrecarga excessiva e a um desempenho abaixo do esperado.

Outro erro comum é não calcular o DE corretamente. Isso pode ser devido a um erro na medição da inclinação do terreno ou da distância percorrida em condições de subida ou descida.

Protocolo/Conclusão

Ao calcular o DE, os atletas podem planear o pace de forma eficaz no trail running, minimizando o impacto do desnível no desempenho. A fórmula para calcular o DE é:

DE = (1 + (sin(ângulo de inclinação) x distância percorrida em condições de subida ou descida)) x 100

Ao ajustar sua estratégia de corrida com base no DE, os atletas podem maximizar o seu desempenho e evitar a sobrecarga excessiva. Lembre-se de que o conhecimento do DE é fundamental para planear o pace de forma eficaz no trail running.

Referências Científicas

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  2. Vernillo, G., Giandolini, M., Edwards, W. B., Morin, J. B., Samozino, P., Horvais, N., & Millet, G. Y. (2017). Biomechanics and physiology of uphill and downhill running. Sports Medicine, 47(4), 615-629. https://doi.org/10.1007/s40279-016-0605-y
  3. Millet, G. Y., Tomazin, K., Verges, S., et al. (2011). Neuromuscular consequences of an extreme mountain ultra-marathon. PLoS ONE, 6(2), e17059. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0017059
  4. Balducci, P., Clémençon, M., Trama, R., Blache, Y., & Hautier, C. (2017). Performance factors in a mountain ultramarathon. International Journal of Sports Medicine, 38(11), 819-825. https://doi.org/10.1055/s-0043-112339

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