O tempo run é um treino que pode ser benéfico para a corrida, especialmente para atletas que buscam melhorar seu ritmo de corrida. O tempo run envolve correr a um ritmo específico, geralmente um ritmo de velocidade alta, por um período determinado de tempo. Esse tipo de treino é comumente usado em treinamentos de resistência, onde os atletas buscam melhorar sua capacidade de correr a velocidades altas por um período prolongado.
No entanto, muitos atletas não sabem como implementar o tempo run de forma eficaz em seus treinamentos. Alguns podem acreditar que o tempo run é apenas um treino de velocidade, enquanto outros podem pensar que é apenas um treino de resistência. Na realidade, o tempo run é um treino que combina elementos de velocidade e resistência, e quando feito corretamente, pode ser um componente valioso em um treinamento de corrida.
Base Científica
O tempo run é baseado em conceitos científicos que envolvem a fisiologia da corrida. Uma das principais ideias por trás do tempo run é a noção de "tempo de resfriamento" da musculatura. Quando os músculos são ativados por um período prolongado, eles podem sofrer de desgaste e perda de força. O tempo run visa reduzir esse desgaste permitindo aos músculos resfriarem-se entre os períodos de atividade alta intensidade. Isso é especialmente importante para atletas que correm longas distâncias ou que precisam correr a velocidades altas por períodos prolongados.
Outra ideia científica por trás do tempo run é a noção de "taxa de oxidação de ácido láctico". O ácido láctico é um produto de quebra de carboidratos que é produzido durante a atividade física. Quando os níveis de ácido láctico aumentam, os músculos podem sofrer de dor e perda de força. O tempo run visa reduzir a taxa de oxidação de ácido láctico permitindo aos músculos manter sua força e resistência.
Aplicação Prática
Para implementar o tempo run em seu treinamento, você precisará de alguns elementos básicos. Em primeiro lugar, você precisará de um ritmo de corrida específico que você pode manter por um período determinado de tempo. Isso pode ser feito através de testes de velocidade ou de corridas de intervalo. Em segundo lugar, você precisará de um período de tempo específico que você pode correr a esse ritmo. Isso pode variar de 10 a 30 minutos, dependendo do seu nível de treinamento e objetivos.
Aqui está um exemplo de protocolo de tempo run:
- Ritmo de corrida: 5:00 min/km
- Período de tempo: 20 minutos
- Repetições: 4-6
- Intervalo entre as repetições: 5-10 minutos
Você começa correndo a 5:00 min/km por 20 minutos, em seguida, você tem um intervalo de 5-10 minutos para descansar e se recuperar. Depois disso, você repete o processo por mais 3-5 vezes, dependendo do seu nível de treinamento e objetivos.
Erros Comuns
Há alguns erros comuns que os atletas podem cometer ao fazer tempo run. Em primeiro lugar, eles podem subestimar a duração do treino e não se recuperar o suficiente entre as repetições. Em segundo lugar, eles podem não manter o ritmo correto durante o treino, o que pode levar a uma sobrecarga excessiva dos músculos. Em terceiro lugar, eles podem não permitir aos músculos resfriarem-se entre as repetições, o que pode levar a uma perda de força e resistência.
Protocolo/Conclusão
O tempo run é um treino que pode ser benéfico para a corrida, especialmente para atletas que buscam melhorar seu ritmo de corrida. Para implementar o tempo run em seu treinamento, você precisará de um ritmo de corrida específico e um período de tempo específico. É importante permitir aos músculos resfriarem-se entre as repetições e manter o ritmo correto durante o treino. Com a prática e a experiência, você pode ajustar o protocolo de tempo run para se adequar às suas necessidades e objetivos.
Referências Científicas
- Seiler, S. (2010). What is best practice for training intensity and duration distribution in endurance athletes? International Journal of Sports Physiology and Performance, 5(3), 276-291. https://doi.org/10.1123/ijspp.5.3.276
- Laursen, P. B. (2010). Training for intense exercise performance: high-intensity or high-volume training? Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20(s2), 1-10. https://doi.org/10.1111/j.1600-0838.2010.01184.x
- Buchheit, M., & Laursen, P. B. (2013). High-intensity interval training, solutions to the programming puzzle. Sports Medicine, 43(5), 313-338. https://doi.org/10.1007/s40279-013-0029-x
- Bompa, T. O., & Buzzichelli, C. (2018). Periodization: Theory and Methodology of Training (6th ed.). Human Kinetics.
