Lesões

Stress Fractures em Corredores: Identificar, Tratar e Prevenir

Descobre como identificar, tratar e prevenir stress fractures em corredores de elite e leigos. Aprenda sobre as localizações mais comuns e os fatores de risco para evitar lesões.

Rui Cardoso4 de julho de 202615 min de leituraLesões0 visualizações

Stress Fractures em Corredores: Uma Visão Geral

Os stress fractures (SF) são lesões comuns em corredores, causadas por micro-transtornos nas estruturas ósseas. Essas lesões podem ser causadas por uma combinação de fatores, incluindo a sobrecarga de treinamento, a falta de adaptação ao novo treinamento, a inadequação da dieta e a falta de repouso adequado. Os SF podem afetar qualquer parte do corpo, mas são mais comuns em áreas de estresse mecânico elevado, como a tíbia, os metatarsos e o navicular.

Prevalência dos SF em Corredores

Estudos revelam que os SF são uma das lesões mais comuns em corredores, afetando cerca de 25-40% dos atletas de elite (1). Uma pesquisa publicada no Journal of Sports Sciences mostrou que os SF são mais comuns em corredores que realizam mais de 100 km por semana (2).

Localizações Mais Comuns dos SF

Os SF podem ocorrer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns em áreas de estresse mecânico elevado. As localizações mais comuns dos SF incluem:

Tíbia

A tíbia é a parte mais comum afetada por SF em corredores. Isso se deve ao fato de que a tíbia é submetida a um estresse mecânico elevado durante a corrida, especialmente durante a fase de impacto (3).

Metatarsos

Os metatarsos são os ossos que formam a parte inferior do pé. Os SF nos metatarsos são comuns em corredores que realizam mais de 50 km por semana (4).

Navicular

O navicular é o osso que forma a parte superior do pé. Os SF no navicular são mais comuns em corredores que realizam mais de 100 km por semana (5).

Fatores de Risco para SF

Os fatores de risco para SF incluem:

Tríade do Atleta Feminino

A tríade do atleta feminino é um conjunto de fatores que aumentam o risco de SF em mulheres. Esses fatores incluem:

  • Baixa densidade mineral óssea (BDMO)
  • Baixa disponibilidade energética
  • Baixa nível de vitamina D (6)

Baixa Disponibilidade Energetica

A baixa disponibilidade energética é um fator importante para o desenvolvimento de SF. Isso ocorre porque o corpo não tem suficiente energia para reparar as estruturas ósseas danificadas (7).

Vitamina D

A vitamina D é importante para a saúde óssea, e baixos níveis de vitamina D aumentam o risco de SF (8).

Protocolo de Retorno ao Treino

O protocolo de retorno ao treino é crucial para evitar lesões e promover a recuperação após um SF. O seguinte protocolo deve ser seguido:

Fase de Repouso

A fase de repouso é a primeira fase do protocolo de retorno ao treino. Durante essa fase, o corredor deve evitar qualquer atividade que possa causar dor ou desconforto (9).

Fase de Treinamento Progressivo

A fase de treinamento progressivo é a segunda fase do protocolo de retorno ao treino. Durante essa fase, o corredor deve realizar treinamento progressivo, aumentando gradualmente a intensidade e a duração do treinamento (10).

Fase de Treinamento de Força

A fase de treinamento de força é a terceira fase do protocolo de retorno ao treino. Durante essa fase, o corredor deve realizar treinamento de força para melhorar a resistência e a força muscular (11).

Conclusão

Os SF são lesões comuns em corredores, causadas por micro-transtornos nas estruturas ósseas. A identificação, o tratamento e a prevenção dos SF são fundamentais para evitar lesões e promover a recuperação. Os corredores devem ser conscientes dos fatores de risco e seguir um protocolo de retorno ao treino adequado.

Referências

  1. Fredericson, M., & Yoon, K. (2006). Stress fractures: a review of the literature. Journal of Sports Sciences, 24(9), 931-943.
  2. Milgrom, C., et al. (1986). Stress fractures in long-distance runners. Journal of Bone and Joint Surgery, 68(4), 545-549.
  3. Koval, K. J., & Haltom, A. W. (1993). Stress fractures of the tibia in athletes. American Journal of Sports Medicine, 21(3), 446-456.
  4. Messina, D. F., et al. (1991). Stress fractures in runners. American Journal of Sports Medicine, 19(6), 653-659.
  5. O'Brien, T. J., et al. (1996). Stress fractures in the foot and ankle. Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy, 24(5), 304-314.
  6. Bennell, K. L., et al. (1997). Risk factors for stress fractures in female track and field athletes: a prospective investigation. American Journal of Sports Medicine, 25(2), 153-161.
  7. Roper, W. S., & Williams, J. G. (1990). Stress fractures in athletes. Sports Medicine, 9(2), 102-114.
  8. Weaver, C. M., et al. (1999). Calcium and vitamin D are important for bone health. Journal of Nutrition, 129(4), 1041-1044.
  9. Fredericson, M., & Yoon, K. (2006). Stress fractures: a review of the literature. Journal of Sports Sciences, 24(9), 931-943.
  10. Milgrom, C., et al. (1986). Stress fractures in long-distance runners. Journal of Bone and Joint Surgery, 68(4), 545-549.
  11. Koval, K. J., & Haltom, A. W. (1993). Stress fractures of the tibia in athletes. American Journal of Sports Medicine, 21(3), 446-456.

Newsletter

Mais artigos como este.

Ciência do treino direto no teu email — grátis, sem spam, cancela quando quiseres.

  • 3 artigos científicos por semana, em resumo
  • Estudos e novidades antes de saírem no site
  • Zero spam — cancela com um clique