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Periostite Tibial (Canelite): Causas Reais e Como Resolver

A corrida é um desporto exigente que pode levar a uma variedade de lesões, incluindo a periostite tibial, também conhecida como canelite. Esta lesão é comum em corredores que realizam treinos intensos…

Rui Cardoso2 de agosto de 20264 min de leituraLesões0 visualizações

Periostite Tibial (Canelite): Causas Reais e Como Resolver

A corrida é um desporto exigente que pode levar a uma variedade de lesões, incluindo a periostite tibial, também conhecida como canelite. Esta lesão é comum em corredores que realizam treinos intensos e frequentes, especialmente em terrenos de corrida duros ou em declive. A periostite tibial é uma inflamação do tecido de revestimento que cobre a superfície interna do fêmur, causando dor e desconforto ao corredor.

A periostite tibial é usualmente causada por uma combinação de fatores, incluindo o excesso de treino, a inadequação do calçado, a falta de alongamento e o impacto excessivo no fêmur. Os corredores que sofrem de periostite tibial podem experienciar dor ao correr, especialmente ao final do treino, e podem ter dificuldade em caminhar após a corrida.

Base Científica

A periostite tibial é uma lesão comum em corredores, especialmente em aqueles que realizam treinos intensos e frequentes. De acordo com a revisão de literatura de Lopes et al. (2012), a periostite tibial é uma das principais lesões de desporto em corredores, representando cerca de 10% de todas as lesões reportadas. A lesão é causada por uma inflamação do tecido de revestimento que cobre a superfície interna do fêmur, o que pode ser causado por uma combinação de fatores, incluindo o excesso de treino, a inadequação do calçado e a falta de alongamento.

A inflamação do tecido de revestimento pode ser causada por uma lesão traumática, como um acidente de corrida, ou por uma lesão gradual, como o excesso de treino. A lesão gradual é mais comum em corredores que realizam treinos intensos e frequentes, pois o excesso de impacto no fêmur pode causar uma inflamação do tecido de revestimento.

Aplicação Prática

A prevenção da periostite tibial é crucial para os corredores que desejam evitar lesões e manter a saúde dos seus ossos e articulações. Aqui estão algumas dicas práticas para prevenir a periostite tibial:

  • Treino gradual: É importante aumentar gradualmente a distancia e a intensidade do treino para evitar o excesso de impacto no fêmur.
  • Alongamento: O alongamento é fundamental para manter a flexibilidade e a amplitude de movimento dos músculos e articulações.
  • Calçado adequado: O calçado deve ser adequado para o tipo de corrida e para o pé do corredor.
  • Treino em terrenos suaves: O treino em terrenos suaves, como o asfalto ou a grama, pode ser mais suave para os ossos e articulações do que o treino em terrenos duros ou em declive.

Erros Comuns

Aqui estão alguns erros comuns que podem contribuir para a desenvolvimento da periostite tibial:

  • Treino excessivo: O treino excessivo pode causar uma inflamação do tecido de revestimento e levantar a periostite tibial.
  • Inadequação do calçado: O calçado inadequado pode causar uma lesão ao fêmur e levantar a periostite tibial.
  • Falta de alongamento: A falta de alongamento pode causar uma lesão ao músculo e levantar a periostite tibial.

Protocolo/Conclusão

A periostite tibial é uma lesão comum em corredores que realizam treinos intensos e frequentes. A prevenção da lesão é crucial para manter a saúde dos ossos e articulações. Aqui estão algumas dicas práticas para prevenir a periostite tibial:

  • Treino gradual: Aumentar gradualmente a distancia e a intensidade do treino.
  • Alongamento: Realizar alongamento antes e após o treino.
  • Calçado adequado: Utilizar calçado adequado para o tipo de corrida e para o pé do corredor.
  • Treino em terrenos suaves: Realizar treino em terrenos suaves, como o asfalto ou a grama.

Referências Científicas

  1. Lopes, A. D., Hespanhol Júnior, L. C., Yeung, S. S., & Costa, L. O. P. (2012). What are the main running-related musculoskeletal injuries? Sports Medicine, 42(10), 891-905. https://doi.org/10.1007/BF03262301
  2. van Gent, R. N., Siem, D., van Middelkoop, M., van Os, A. G., Bierma-Zeinstra, S. M. A., & Koes, B. W. (2007). Incidence and determinants of lower extremity running injuries in long distance runners. British Journal of Sports Medicine, 41(8), 469-480. https://doi.org/10.1136/bjsm.2006.033548
  3. Warden, S. J., Davis, I. S., & Fredericson, M. (2014). Management and prevention of bone stress injuries in long-distance runners. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, 44(10), 749-765. https://doi.org/10.2519/jospt.2014.5334
  4. Taunton, J. E., Ryan, M. B., Clement, D. B., McKenzie, D. C., Lloyd-Smith, D. R., & Zumbo, B. D. (2002). A retrospective case-control analysis of 2002 running injuries. British Journal of Sports Medicine, 36(2), 95-101. https://doi.org/10.1136/bjsm.36.2.95

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