Treino

Fartlek: O Método Sueco Que Desenvolveu Campeões Olímpicos

O Fartlek é um método de treino desenvolvido no início do século XX por um treinador sueco chamado Gösta Holmér. A palavra "Fartlek" é uma combinação de "fart" (em sueco, significa "diversão" ou "entr…

Rui Cardoso6 de julho de 20264 min de leituraTreino0 visualizações

O Fartlek é um método de treino desenvolvido no início do século XX por um treinador sueco chamado Gösta Holmér. A palavra "Fartlek" é uma combinação de "fart" (em sueco, significa "diversão" ou "entretenimento") e "lek" (que significa "jogo" ou "esporte"). Holmér criou esse método como uma forma de treino mais dinâmica e interessante para os atletas, que se tornou popular entre os corredores suecos e posteriormente em todo o mundo.

O Fartlek é baseado na ideia de que os atletas devem se adaptar a diferentes níveis de intensidade e duração durante o treino. Isso significa que os corredores precisam alternar entre períodos de alta intensidade e períodos de baixa intensidade, o que ajuda a aumentar a resistência e a capacidade de recuperação. Além disso, o Fartlek também enfatiza a importância da variedade e da surpresa no treino, o que ajuda a manter os corredores motivados e interessados.

Base Científica

O Fartlek é baseado em princípios científicos que foram estudados e desenvolvidos por pesquisadores de todo o mundo. Um dos principais princípios é a adaptação física, que é a capacidade do corpo de se adaptar a diferentes níveis de intensidade e duração durante o treino. Isso é mediado pela resposta do corpo ao estresse, que é regulada pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino.

Um estudo publicado no International Journal of Sports Physiology and Performance (Seiler, 2010) mostrou que a distribuição de intensidade e duração durante o treino é crucial para a adaptação física. O estudo encontrou que a distribuição de intensidade é mais importante do que a duração do treino para a adaptação física. Além disso, o estudo também encontrou que a variabilidade de intensidade é mais importante do que a uniformidade de intensidade para a adaptação física.

Aplicação Prática

O Fartlek pode ser aplicado em diferentes tipos de treino, desde corrida de longa distância até treino de alta intensidade. Aqui está um exemplo de como aplicar o Fartlek em um treino de corrida de longa distância:

  • Treino de 60 minutos, com 20 minutos de corrida em intensidade baixa seguidos de 20 minutos de corrida em intensidade alta.
  • Alternar entre períodos de corrida em intensidade baixa e alta a cada 10 minutos.
  • Incluir períodos de recuperação entre as fases de corrida em intensidade alta.

Um exemplo de como aplicar o Fartlek em um treino de alta intensidade é:

  • Treino de 30 minutos, com 10 minutos de corrida em intensidade alta seguidos de 10 minutos de corrida em intensidade baixa.
  • Alternar entre períodos de corrida em intensidade alta e baixa a cada 5 minutos.
  • Incluir períodos de recuperação entre as fases de corrida em intensidade alta.

Erros Comuns

Um dos principais erros comuns ao aplicar o Fartlek é a falta de planejamento e organização. É importante planejar o treino com antecedência e definir claramente os objetivos e os parâmetros de treino. Além disso, é importante monitorar a condição física do corredor e ajustar o treino de acordo com as necessidades.

Outro erro comum é a falta de recuperação adequada entre as fases de treino. É importante incluir períodos de recuperação adequados entre as fases de treino para evitar a sobrecarga e a lesão.

Protocolo/Conclusão

O Fartlek é um método de treino eficaz e dinâmico que pode ser aplicado em diferentes tipos de treino. É importante planejar o treino com antecedência e definir claramente os objetivos e os parâmetros de treino. Além disso, é importante monitorar a condição física do corredor e ajustar o treino de acordo com as necessidades.

Referências Científicas

  1. Seiler, S. (2010). What is best practice for training intensity and duration distribution in endurance athletes? International Journal of Sports Physiology and Performance, 5(3), 276-291. https://doi.org/10.1123/ijspp.5.3.276
  2. Laursen, P. B. (2010). Training for intense exercise performance: high-intensity or high-volume training? Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20(s2), 1-10. https://doi.org/10.1111/j.1600-0838.2010.01184.x
  3. Buchheit, M., & Laursen, P. B. (2013). High-intensity interval training, solutions to the programming puzzle. Sports Medicine, 43(5), 313-338. https://doi.org/10.1007/s40279-013-0029-x
  4. Bompa, T. O., & Buzzichelli, C. (2018). Periodization: Theory and Methodology of Training (6th ed.). Human Kinetics.

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