O Fartlek é um método de treino desenvolvido no início do século XX por um treinador sueco chamado Gösta Holmér. A palavra "Fartlek" é uma combinação de "fart" (em sueco, significa "diversão" ou "entretenimento") e "lek" (que significa "jogo" ou "esporte"). Holmér criou esse método como uma forma de treino mais dinâmica e interessante para os atletas, que se tornou popular entre os corredores suecos e posteriormente em todo o mundo.
O Fartlek é baseado na ideia de que os atletas devem se adaptar a diferentes níveis de intensidade e duração durante o treino. Isso significa que os corredores precisam alternar entre períodos de alta intensidade e períodos de baixa intensidade, o que ajuda a aumentar a resistência e a capacidade de recuperação. Além disso, o Fartlek também enfatiza a importância da variedade e da surpresa no treino, o que ajuda a manter os corredores motivados e interessados.
Base Científica
O Fartlek é baseado em princípios científicos que foram estudados e desenvolvidos por pesquisadores de todo o mundo. Um dos principais princípios é a adaptação física, que é a capacidade do corpo de se adaptar a diferentes níveis de intensidade e duração durante o treino. Isso é mediado pela resposta do corpo ao estresse, que é regulada pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino.
Um estudo publicado no International Journal of Sports Physiology and Performance (Seiler, 2010) mostrou que a distribuição de intensidade e duração durante o treino é crucial para a adaptação física. O estudo encontrou que a distribuição de intensidade é mais importante do que a duração do treino para a adaptação física. Além disso, o estudo também encontrou que a variabilidade de intensidade é mais importante do que a uniformidade de intensidade para a adaptação física.
Aplicação Prática
O Fartlek pode ser aplicado em diferentes tipos de treino, desde corrida de longa distância até treino de alta intensidade. Aqui está um exemplo de como aplicar o Fartlek em um treino de corrida de longa distância:
- Treino de 60 minutos, com 20 minutos de corrida em intensidade baixa seguidos de 20 minutos de corrida em intensidade alta.
- Alternar entre períodos de corrida em intensidade baixa e alta a cada 10 minutos.
- Incluir períodos de recuperação entre as fases de corrida em intensidade alta.
Um exemplo de como aplicar o Fartlek em um treino de alta intensidade é:
- Treino de 30 minutos, com 10 minutos de corrida em intensidade alta seguidos de 10 minutos de corrida em intensidade baixa.
- Alternar entre períodos de corrida em intensidade alta e baixa a cada 5 minutos.
- Incluir períodos de recuperação entre as fases de corrida em intensidade alta.
Erros Comuns
Um dos principais erros comuns ao aplicar o Fartlek é a falta de planejamento e organização. É importante planejar o treino com antecedência e definir claramente os objetivos e os parâmetros de treino. Além disso, é importante monitorar a condição física do corredor e ajustar o treino de acordo com as necessidades.
Outro erro comum é a falta de recuperação adequada entre as fases de treino. É importante incluir períodos de recuperação adequados entre as fases de treino para evitar a sobrecarga e a lesão.
Protocolo/Conclusão
O Fartlek é um método de treino eficaz e dinâmico que pode ser aplicado em diferentes tipos de treino. É importante planejar o treino com antecedência e definir claramente os objetivos e os parâmetros de treino. Além disso, é importante monitorar a condição física do corredor e ajustar o treino de acordo com as necessidades.
Referências Científicas
- Seiler, S. (2010). What is best practice for training intensity and duration distribution in endurance athletes? International Journal of Sports Physiology and Performance, 5(3), 276-291. https://doi.org/10.1123/ijspp.5.3.276
- Laursen, P. B. (2010). Training for intense exercise performance: high-intensity or high-volume training? Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20(s2), 1-10. https://doi.org/10.1111/j.1600-0838.2010.01184.x
- Buchheit, M., & Laursen, P. B. (2013). High-intensity interval training, solutions to the programming puzzle. Sports Medicine, 43(5), 313-338. https://doi.org/10.1007/s40279-013-0029-x
- Bompa, T. O., & Buzzichelli, C. (2018). Periodization: Theory and Methodology of Training (6th ed.). Human Kinetics.
